segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Seja como for, eu vou


Estou farta dos que amam e mentem.

Estou farta dos que mentem que amam.

Estou farta...
Seja como for, eu vou.
Como diria um amigo: "até podemos ficar tristes, mas não perdemos a esperança!".
Mais uma vez se torna vivo o que ensinou Cecília:
"Aprendi com a primavera a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira".


Ônus
Lya Luft
A esperança me chama,
e eu salto a bordo
como se fosse a primeira viagem.
Se não conheço os mapas,
escolho o imprevisto:
qualquer sinal é um bom
presságio.
Seja como for, eu vou,
pois quase sempre acredito:
ando de olhos fechados
feito criança brincando de cega.
Mais de uma vez saio ferida
ou quase afogada,
mas não desisto.

A dor eventual é o preço da vida:
passagem, seguro e pedágio.

2 comentários:

Leandro Souza disse...

Paz amiga Grazi,

Como sempre você foi sublime ao escolher um poema de algum poeta ou poetisa que alegra o dia. A Lya(permita-me a intimidade) é MARAVILHOSA.

Abraços e fique com Deus.

Leandro :D

Hudson Nogueira disse...

De fato os poetas são visionários do mundo interior dos homens, são vates. Este poema da Lya Luft caiu como pluma na minha tempestade de escolhas... Sobre eu me mudar de Brasília, tomar outros rumos, perceber a esperança que chama em diferentes horizontes...

A frase de Cecília Meireles, "Aprendi com a primavera a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira", é um mandamento para esta vida, sabedoria dos poetas. Por isso devemos deixa-los passas, ir a frente para guiar esta gente.