quinta-feira, 19 de junho de 2008

O asfalto embrutece a terra?????????


Asfaltaram minha rua... A única rua do bairro que não tinha asfalto (embora constasse como asfaltada em todos os documentos da Prefeitura).

Agora as crianças já não podem brincar tranqüilamente, pois os carros por lá cortam caminho voando pra chegar mais rápido à USP.
Nós pedestres precisamos olhar pra atravessar a rua e não podemos andar sossegadamente em qualquer lugar, pois os carros estão sempre passando apressados, e nos olham feio quando estamos fora da calçada. Bom lembrar que a prefeitura sequer olhou pras calçadas... tá certo que cada morador tem que arrumar a sua própria calçada, mas a maior parte da rua é a traseira de um condomínio, ou seja não tem “dono” e por isso continua com entulhos e restos de poda de árvore, das árvores que, diga-se de passagem, meu pai plantou há muitos anos quando a rua era desértica e feia e os caminhões da prefeitura sequer passavam por lá.
Também os cachorrinhos perderam espaço de fazer suas necessidades nos passeios matinais/noturnos e os donos têm mais trabalho (o coco na terra sumia rapidinho com sol e chuva, agora no asfalto...afff....). Isso me lembra o velho Bob, que segundo o Bruno “está no céu dos cachorros”. Bob nos acordava todas as manhãs as 6:30h com seu latido forte, e não sossegava até abrirmos o portão pra ele dar sua voltinha e sua “aliviada”, pois não gostava de fazer sujeira dentro da garagem. O mais engraçado é que não fomos nós que o treinamos... Depois latia de novo pra abrimos o portão, ele entrava e estava tudo estava certo...
Eu não gosto de ficar reclamando. Ficou bonitinha até a rua. Agora pode-se andar de "scarpim" sem estragar o salto e nos dias de chuva ninguém correrá mais risco de escorregar na lama ou sair deixando rastros no piso da cozinha, a casa fica menos empoeirada e os adolescentes conseguem andar de skate e patins.
Mas confesso que eu preferia o corre-corre das crianças e dos cachorros, o poder andar fora da calçada e não precisar olhar pra atravessar a rua. Preferia, sim, arrancar os matinhos que teimavam em nascer na frente da calçada e preferia, sem pensar muito, o sossego de estar em um cantinho que não se assemelhasse à Paulicéia desvairada.


Achei que o asfalto embruteceu a terra....

Um comentário:

camila disse...

Oi grazi!
Olha...apesar da rua der estragado muuuuuitos dos meus scarpins rsrsrs concordo com voce....nessa rua agente ainda sentia como se estivesse no interior.....nao parecia em nada com Sao Paulo...com aquela arvore enorme em frente da sua casa e com os passarinhos que sempre cantavam enquanto eu tocava piano ai na sua casa.....
muitas saudades dos 2 anos e meio que morei na republica da dona Noemia!!!
beijos enormes a todas vcs!

Camila